sempre serão
momentos a mais.
Sem o limite da hora.
A brisa brinda um perfume
Com taças de aurora.
Bordada no horizonte,
a silhueta da manhã
beberica com ela.
Covarde, abate.
Sem reação,
O coração cede.
.
.
Jamais vi algo como ela.
Em suas voltas,
Na minha janela,
aparece cada vez mais bela....
.
.
.
Devora-me a saudade.
De um canto, na sala,
um vôo sobre a cidade.
Em outra direção
o céu se divide em dois
ao corte de um avião.
Perpendicular,
meu olhar se volta para ela
que insiste em iluminar.
..
.
.
.
Passa ao lado.
Não se senta.
E quando se vê
Já vai longe.
Sessenta...
E quando se vê
Vai mais longe.
.
.
.
.
.
Tênue,
a luz de uma lua se vai.
Em meio à euforia,
se vai também a do sol...
ventania e temporal..
.
.
.
Me encanto mais com ela
ou com a luz
que vem de dentro dela?
Como seria vê-la
sem abrir, ao mínimo,
um espaço na minha janela?
Faria as malas e partiria
se soubesse que um dia
poderia alcançá-la!
No entanto, é certo
que um canto que me resta,
onde faço festa
quando, sonhando,
pareço tê-la bem perto....
.
.
.
.
Três chamas acesas
simbolizaram as mesas
onde foi servido,
extraído do fogo,
o eterno daquela magia....
.
.
.
.
Na ansiedadeem parar o tempo,a observá-la,devoro as horas...e ela se recolhe.Bebo solidão....
.
.
De tanto que ilumina,
desce sobre nós
e determina:
Nessa época,
não há crença divergente!
O espírito natalino
transforma os dias
e o coração da gente.
.
Cânticos leves à brisa,
artesã das faces.
A vida é um caminho
que intermedeia passagens
entre nascer e retornar.
Eternos e sólidos,
momentos pairam no tempo,
enquanto os passos os carregam
até o topo de um lugar
chamado lembrança.
Se reconhece
toda a grandiosidade de um ser
pelas marcas de bondade
deixadas no caminho
por onde passa...
.
.
.
A vida,
para ser intensa,
tem que ser colorida...
Ao equilíbrio das cores,
retoques com a
arte da sabedoria.
.
.
.
Procuro o teu beijo,quando na fúria-calma,de acordar quando não te vejo,enlouqueces minha alma...
Sou ídolo, sou fã.
Sou paixão, sou apaixonado.
Sou hoje, sou amanhã.
Sou amor, sou amado.
Sou vício, sou viciado.
Sou início, sou a eternidade.
Sou tua força, sou teu lado.
Sou tua paz, sou tua felicidade.
Não sou medo, sou abstrato.
Sou alma, sou tua conquista.
Não sou um corpo, sou o retrato.
Não sou "de tudo", sou teu artista.
Quero sonhar, quero ser sonhado.
Quero curar, sem ser tua dor.
Já não vou morrer sem ter te amado,
não vou morrer sem teu amor.
Flores de toda cor.
Cores que o sol não desbota.
Beleza não se esgota.
Tudo em nome do amor!
...a poesia é tão pura
que na inocência escrevo.
És tu minha loucura...
e só instinto quando me atrevo.
Da curva
da chegada do Sol
à sua morada
não foi o acaso
o autor.
A linha não está traçada,
a cada dia é redesenhada
por um Grande Construtor.
Passou horas ao meu lado
e me encheu de encantos.
Peça que a madrugada,
testemunha do nosso silêncio,
nos conte qual magia
por ela se estende,
que me faz acordar
sempre mais apaixonado.
É uma dança matreira,
De quem desenha
as nuances do vento.
Pinta magias,
telas abstratas
aos olhos alheios.
Faz ondas e círculos.
Pousa, com segurança
e inunda de cores os dias.
Distância é tormenta.
Por tantos desejos,
bate um coração
que não se aguenta.
Já não cabe em sua casa.
De tanto amar
explode e extravasa...
Coração.
Num segundo está bem.
No outro não.
A saudade,
Por vezes encanta.
Em outras mata.
O amor passa à frente.
Para onde vai?
Será que volta?
A beleza de um dia assim,
de céu cinza e garoa?
Aconchegou-se aqui dentro...
Meus olhos são, agora, janelas
por onde vejo e admiro
o que vai lá fora...
A noite que acabou
acabou por me prender
em seu começo.
Foi apreço aos delírios
de cada um dos segundos.
O Sol dá à Lua,
todos os dias,
o direito de também brilhar.
Mas ambos o fazem sutilmente...
O Sol vai se atenuando levemente,
sem ofuscar de sua companheira
a luminosidade.
E nesse ciclo, declaram-se amantes,
amigos constantes,
sem que, durante suas existências,
possa ter havido um dia sequer,
em que tenham se desentendido.
Cantava tanto
que, tanto ele
quanto seu canto,
me encantavam.
Grades vibravam
e estremeciam.
E tanto ele,
quanto seu canto,
me entristeciam.
Respirei fundo.
E tanto ele,
quanto seu canto,
não mais reclusos,
ganharam o mundo.
Recai sobre a tarde,
forte cheiro de pó molhado.
Depois a chuva vem brincar,
escorregando pelo telhado.
O Sol, que parecia se banhar,
aparece, por nuvens entoalhado,
e faz surgir, em cores,
o seu recado.
Diria a vida, se falasse:
-Eu sou uma grande cartilha,
e os dias que tu vives,
são, cada um deles,
uma página minha.
Teus passos
são exercícios que praticas
e nem sentes
o quanto tivestes aprendido.
Ouço o grito
de um moribundo.
Inocente animal,
vivente do Pantanal,
deixará o mundo
após o estampido.
Luz incessante
veio o sono flagrar.
No mesmo instante
me fez despertar.
Agora, agonizante,
venho te perguntar:
onde está o semblante
Que me fazia sonhar?
Ele anda distante.
Não pode imaginar
quão predominante
tornou-se o meu amar.
O pensar constante
fez o coração chorar.
O ritmo inconsonante
ao sentimento veio obstar.
Em teu ciclo rotante
traze de volta o olhar,
do qual serei amante
enquanto tua luz brilhar.
Em contrária direção,
devoro o horizonte
até chegar em casa.
No caminho,
gente dormindo no chão.
E eu que pensei
não haver na Terra
quem ainda não
guardasse em seu
interior tanto bem.
Desço por cordões
de luz da Lua.De felicidade
sou invadido
ao encontrá-lo
de coração aberto
e cheio de bondade.
Tenho, então,
a certeza de que
sempre existirá
alguém assim,
pronto para receber
e propagar o amor.
E por onde estiver
e em tudo o que disser
hasteará a mágica bandeira
da felicidade.
Não são ruas comuns
essas do amor.
Têm outra luz,
que não somente a da noite,
iluminando calçadas.
Desenha caminhos
e estampa sorrisos.
Enquanto passo por elas,
sem te ter, te desejo...
o coração flutua.
Eu queria te dar,
como presente, a Lua.
Queria dela
a permissão para
nunca mais te ter ausente.
Brisa me acaricia.
Leve, me leva.
A vida é
o que não parecia...
lençol de vastos desejos
de abraços e beijos.
É um rio que corre,
onde navega um desejo...
Transborda encanto
e inunda arredores.
Não há sol que faça,
capaz de secar a chuva,
depois que ela passa...
Frescor é da brisa presente.
Bate à porta sem parar.
Senti-lo... deixá-la entrar.
O vento e sua nota,
maestro dos sentimentos.
Ouví-lo... amar.
Flores nos cumes.
Derramam perfumes.
Cheirá-las... sonhar.
Sonhos... sonhá-los.
Desperta fortalezas.
Realizá-los... acreditar.
Leve olhar
sobre as sombras
das árvores.
Entoa seu canto,
que suplica ao
vento deixá-lo
encantar, o coração.
Lança outro observar.
Agora são as águas,
espelhos para o céu,
que roubam de ti o chão.
E num segundo
tens impressos no coração
sentimentos de pura grandeza,
da imensa sutileza com que a vida
te carrega pelas mãos
num misturar de
pactos e prazeres.
Ama tal essência!
Havia uma porta
que se fechava para
as pessoas...
Quem por ela passava,
os segredos ali guardados,
apenas imaginava.
Para onde abria?
Parecia abrir para o nada.
Por trás dela
alguém se trancava?
Ou chaveado estava
quem de fora
a contemplava?
Um dia alguém a abriu...
E todos puderam ver
o outro lado da porta,
onde uma inscrição,
meio torta, dizia:
“Há portas que serão abertas,
outras não,
porque há pessoas
que ousarão abrí-las,
outras não.
Entre sons
de vento e chuva,
trovoada.
Alvorada
entre eu e você.
Mais nada.
Sobre o muro,
um pé caminha no claro...
O outro, no escuro.
O céu, à noite,
a todos cobre,
mas há quem sobre
no meio da noite
sem se abrigar.
O sol surge,
todos despertam,
mas há quem fique
do meio da noite
prá nunca mais acordar...
Há quem leia
todos os jornais.
Há quem em suas folhas
se enleia.
A felicidade,
essa que nos cerca,
vive buscando portas
para entrar em nossas vidas.
Permitir sua entrada
é vê-la com o coração aberto...
é reconhecer que
um grande amor
renasce todos os dias,
nos sorrisos e nos gestos
que expressam
a profunda sutileza
de um simples "eu te amo".
Horas que vão, rápidas,
por entre nossos dedos,
doce e suavemente
vão desvendando segredos.
Horas que vão, sábias,
entrelaçando bouquets
de finos desejos,
ancoram o presente.
Horas se vão, caladas.
Não deixadas de lado,
trarão, tão vivo e saudoso,
o esplendor do passado.
É frio que corta.
Cintila uma fagulha.
O amor acende e aporta...
o coração se embrulha.
Voa...
me leva tão alto
quanto se possa imaginar.
Na hora de sua chegada,
já estabeleceu morada...
e, quando menos se sente,
um novo amor já está presente
no caminho de quem
verdadeiramente o desejar.